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quinta-feira, 4 de maio de 2017

A união entre pessoas do mesmo sexo, popularmente tratado como casamento gay, foi aprovada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) na última quarta-feira, 03 de maio, em turno suplementar. O senador Magno Malta (PR-ES), protestou contra a manobra.

O texto do PLS 612/2011 prevê o reconhecimento da união entre duas pessoas do mesmo sexo, e se aprovado, dará caráter definitivo à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que reconhece a união civil de homossexuais desde 2011.

A votação na comissão ocorreu em caráter terminativo, em uma sessão que não contava com todos os integrantes do colegiado, o que motivou críticas de Malta, que prometeu apresentar recurso e derrubar, com a ajuda de outros parlamentares, a proposta no Plenário do Senado, impedindo assim de enviar o texto para apreciação da Câmara dos Deputados.

“A mim estranha muito que seja votado na presença de três senadores. Mas como nós sabíamos do que poderia acontecer, temos um recurso preparado para o Plenário e nós vamos requerer, protocolando à mesa. As assinaturas estão prontas há cerca de 1 mês e meio. Vamos requerer que seja levado ao plenário para que o conjunto dos cidadãos decida”, disse.

Sem meias palavras, Malta disse que é conhecido por sua postura conservadora a respeito do assunto, assim como dezenas de milhões de brasileiros que seguem a orientação cristã: “O Brasil já conhece bem a minha posição sobre esse tema, aliás a posição da maioria desta Casa, que conhece casamento e reconhece a Família nos moldes de Deus: macho e fêmea”.

“Este é um país majoritariamente cristão e tem parlamentar que fala para o eleitor uma coisa, mas na hora de votar esquece os valores éticos e morais. Não desrespeitamos os homossexuais, inclusive o vice-presidente do meu partido no Espírito Santo é um travesti respeitado. Só não aceitamos a hipocrisia”, disparou o Senador.

Assista:

Fonte: Gospel Mais

terça-feira, 2 de maio de 2017


O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), continua internado no Hospital Sírio-Libanês e não tem previsão de quando reassume o comando do Congresso Nacional. O peemedebista realizou um exame minucioso chamado de pet-scan, uma espécie de check-up em todo o corpo, e nada foi encontrado.

O senador vai permanecer em São Paulo, nesta terça-feira, 2, para avaliação clínica e exames complementares. Eunício foi internado na  última, quinta-feira, 27, em Brasília e levado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após sofrer desmaio.

As atividades da presidência do Senado serão coordenadas pelo 1° vice-presidente, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

O Ministério Público Federal já tem o recibo que comprova que Geddel Vieira Lima (PMDB) recebeu um relógio suíço de presente da Odebrecht em março de 2009, quando o peemedebista era ministro da Integração Nacional do governo Lula. 

Na nota fiscal da H.Stern consta o valor de R$ 50 mil. O recibo da compra do relógio foi dado pelo delator da Odebrecht, Claudio Melo Filho. 

Ele falou que o presente foi enviado juntamente com um cartão assinado por Emílio Odebrecht e Marcelo Odebrecht, donos da empresa. 

”Compramos um relógio Patek Philippe, modelo Calatrava, que foi enviado juntamente com um cartão assinado por Emílio Odebrecht, Marcelo Odebrecht e eu. A compra se deu na loja H. 

Stern em São Paulo e foi efetivada pelo escritório de Brasília. Conforme nota fiscal, o relógio custou R$ 50 mil”, disse. Em contrapartida ao recebimento do relógio, segundo a IstoÉ, Geddel apoiou para a aprovação da Medida Provisória nº252/2005. 

Ele é acusado de ter recebido dois pagamentos no valores de R$ 155 mil no dia 13 de julho de 2010 e R$ 55 mil no dia 21 de setembro de 2010. Os repasses estariam ligados à obra Tabuleiros Litorâneos da Parnaíba. 

Geddel não foi achado pela reportagem para comentar o fato, mas em outras oportunidades já afirmou que a delação da Odebrecht é uma ”obra de ficção”.

Fonte: Blog Marcos Frahm
O governador Camilo Santana anunciou, no início da tarde desta terça-feira (2), durante bate-papo com internautas no Facebook a data e a quantidade de vagas para o concurso do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/CE).

Segundo o Chefe do Executivo, o certame será realizado ainda no segundo semestre deste ano e serão ofertadas 300 vagas. Camilo reforçou que apenas a burocracia dificultou o lançamento do concurso. “Quem estiver esperando, estude!”, comentou.

O último concurso público realizado para o órgão ocorreu em 2006. À epoca, foram ofertadas 200 vagas para agente de trânsito e fiscal de transportes.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O presidente Michel Temer parabenizou os trabalhadores neste 1º de Maio em vídeo gravado e disponibilizado nos canais do governo e nas redes sociais nesta manhã. Em um vídeo de 2 minutos e meio Temer transmitiu uma mensagem de otimismo, demonstrando confiança no ambiente de trabalho do País, com a modernização da legislação trabalhista.

Ele começa o vídeo afirmando que esse 1º de Maio marca um momento histórico no País. "Iniciamos nova fase. Uma fase em favor do emprego. Estamos fazendo a modernização das leis trabalhistas e você terá inúmeras vantagens", afirma o presidente.

"Primeiro vamos criar mais empregos. Segundo, todos os seus direitos trabalhistas estão assegurados. Com a modernização trabalhista, aprovada pela Câmara dos Deputados, a criação de postos de trabalho, inclusive para os jovens, ocorrerá de forma muito mais rápida", completa. O presidente afirma no vídeo que a nova lei garante os direitos não só para os empregos diretos, mas também para os temporários e terceirizados. "Todos com carteira assinada. Portanto, concede direitos àqueles trabalhadores que antes não tinham".

Vantagens

Temer destaca a possibilidade de negociação de acordos coletivos entre empresários e trabalhadores, "de maneira livre e soberana". "O diálogo é a palavra de ordem". Segundo ele, o resultado será uma relação de trabalho mais harmoniosa, portanto com menos ações na justiça. O presidente destaca ainda que, com a nova lei trabalhista, empresas que pagarem salários diferentes para homens e mulheres, com mesma função em locais idênticos de trabalho, serão punidas. 

Ao final, ele destaca que há menos de um ano, recebeu o País com "muitos milhões de desempregados". "O desemprego ainda persiste, mas estamos trabalhando o tempo todo para mudar esse quadro. Baixamos a inflação de 10,7% ao ano para 4,5%. A área econômica está recuperando a confiança do país. Isso significa que você terá a abertura de mais empregos, muito brevemente."

O presidente encerra a mensagem cumprimento o trabalhador brasileiro e dizendo que traz uma mensagem de otimismo. "É com trabalho que vamos vencer todas as dificuldades. Os resultados já começam a aparecer. Acredite no Brasil, acredite na força de cada um em transformar o nosso País", afirma.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Novo recorte da pesquisa Vox Populi encomendada pela CUT, divulgada neste fim de semana pela revista CartaCapital, revela que 78% dos brasileiros defendem que o Tribunal Superior Eleitoral casse o mandato de Michel Temer; depois de uma eventual cassação do presidente, a Cosntituição prevê que seu substituto seja escolhido por eleições indiretas, ou seja, pelo Congresso, mas a pesquisa também aponta que 90% dos entrevistados preferem escolher, via eleições diretas, o próximo presidente; as propostas de Temer para a reforma da Previdências e a Lei da Terceirização, que foi aprovada pelo Congresso, também são reprovadas quase que por unanimidade, com índices entre 80% e 93%

Um novo recorte da pesquisa Vox Populi, divulgado pela Carta Capital neste fim de semana, revela que nada menos do que 78% dos brasileiros defendem que o Tribunal Superior Eleitoral casse o mandato de Michel Temer.
Além disso, nove em cada dez brasileiros preferem escolher, via eleições diretas, o próximo presidente da República, caso Temer deixe o poder. Hoje, de acordo com a Constituição, o Congresso é que deveria eleger o substituto do peemedebista caso ele seja cassado.
A pesquisa, que foi encomandada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), demonstra ainda uma rejeição altíssima da população sobre propostas do governo que retiram direitos dos trabalhadores, como a reforma da Previdência e a Lei da Terceirização, que já foi aprovada pelo Congresso e amplia a possibilidade de terceirização para qualquer atividade dentro de uma empresa, pública ou privada.
"O aumento da idade da aposentadoria para 65 anos e do tempo de contribuição (mínimo de 25 anos), base da reforma da Previdência, é rejeitado por 93%, revela a pesquisa CUT/Vox Populi. E e 80% reprova a Lei de Terceirização", informa a Carta Capital.
"A crise política só começará a ser debelada com novas eleições, e somente uma intensa mobilização popular, com os movimentos sociais e a população nas ruas, será capaz de antecipá-las", diz Vagner Freitas, presidente da CUT. "Boa parte dos deputados e senadores que estão aí sabe que não será capaz de se reeleger em 2018, até pelos impactos da Lava Jato. Parecem negociar o fim de suas carreiras políticas", acrescenta.
O levantamento, realizado entre 6 e 10 de abril, aponta ainda que apenas 5% consideram o desempenho de Temer ótimo ou bom - percentual que era de 8% em dezembro do ano passado e de 14% em outubro. No outro extremo, 65% classificaram a atuação de Temer como ruim ou péssima.
Outro índice negativo para o peemedebista é o de que para 51% dos entrevistados, o combate à corrupção está pior com Temer na presidência da República. Em dezembro, essa era a opinião de 49% dos entrevistados. 
A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Foram entrevistadas 2 mil pessoas com mais de 16 anos em 118 cidades.
Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Mudança na Previdência tem 
provocado intenso debate no 
Congresso
Desde que foi apresentada pelo governo federal, em dezembro, a proposta de Reforma da Previdência tem atiçado ânimos. De um lado, os que a consideram essencial para as contas públicas. De outro, os que a julgam prejudicial para os direitos dos trabalhadores.  A informação é da ‘BBC Brasil’.
Diante da resistência de diversos setores nos últimos meses, o projeto acabou alterado de forma a tentar facilitar sua aprovação no Congresso.
A nova versão foi apresentada nesta terça-feira (18) em comissão especial da Câmara por seu relator, o deputado Arthur Maia (PPS-BA), e traz mudanças que suavizam o texto original. O tema será discutido pelo colegiado ao longo da semana que vem – a estimativa é que só seja votado em maio.
No parecer de Maia, mulheres se aposentam com 62 anos – em vez dos iniciais 65 – e o tempo de contribuição para ganhar aposentadoria integral fica em 40 anos de trabalho, e não mais 49. O mínimo de contribuição continua, no entanto, em 25 anos.
O governo vem dizendo que as transformações no texto estão dentro do previsto e que, com elas, a economia da reforma será diminuída em 20% – de R$ 800 bilhões em dez anos para R$ 630 milhões. Economistas concordam e afirmam que a proposta não foi muito descaracterizada – o que não necessariamente é bom, ponderam.
Conheça a seguir as principais modificações anunciadas por Maia – e entenda como elas afetam o trabalhou.
Idade mínima e tempo de contribuição
Como era: A proposta original estabelecia que, para se aposentar, homens e mulheres precisariam preencher dois requisitos: ter no mínimo 65 anos de idade e 25 anos de contribuição.
Como ficou: No parecer do deputado, a idade mínima no caso das mulheres cai para 62 anos. Os 65 anos são mantidos para os homens, assim como tempo de contribuição, que fica em 25 anos para ambos os sexos.
O que dizem os economistas: A mudança foi considerada positiva por parte dos economistas ouvidos pela ‘BBC Brasil’. O professor de economia da USP José Roberto Savoia diz que, apesar de não seguir o padrão europeu, onde muitos países têm a mesma idade para homens e mulheres, o novo texto leva em conta as dificuldades das brasileiras no mercado de trabalho.
Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios) de 2015, elas trabalham mais, ganham menos e ocupam vagas piores do que seus colegas homens.
“(Essa alteração) demonstra uma situação do mercado de trabalho local, onde ainda existe um processo de discriminação contra a mulher”.
No entanto, para o professor da USP Jorge Felix, autor de livros sobre o assunto, o principal problema da reforma não foi alterado: o tempo de contribuição.
Ele diz que o mínimo de 25 anos é excessivo e inalcançável para boa parte dos brasileiros.
“As pessoas não conseguem atingir esse tempo. Dados já mostraram que, pelas novas regras, 90% dos que recebem o benefício hoje não conseguiriam se aposentar. Como não mexeu nesse quesito, não vejo um grande impacto”.
Regra de transição
Como era: As regras anunciadas pelo governo em dezembro estabeleciam um regime de transição entre o atual e o novo sistema de Previdência. Poderiam fazer parte desse regime, que tinha critérios específicos, mulheres acima de 45 anos e homens acima de 50 anos.
Eles deveriam pagar um pedágio de 50% sobre o tempo que faltasse para se aposentar, de acordo com as regras atuais: 30 anos de contribuição para mulheres e 35 para homens ou 60 anos de idade para mulheres e 65 anos para homens, com 15 anos de contribuição.
Por exemplo, se para uma mulher de 55 anos faltassem cinco anos para receber o benefício, ela teria que trabalhar por mais dois anos e meio, que representam o acréscimo de 50%. Em vez de cinco anos, ela ficaria no emprego por mais sete anos e meio.
Como ficou: O parecer de Maia traz um regime de transição diferente, sem idade mínima para participar. Logo, todos os atuais trabalhadores entram automaticamente nesse grupo.
No documento, consta um pedágio menor, de 30%, sobre o tempo de contribuição que falta para a aposentadoria, segundo as regras atuais (35 anos de contribuição para homens e 30 para mulheres).
Por exemplo, um homem que hoje precisa contribuir por mais 20 anos para se aposentar teria mais seis anos acrescentados a essa conta, totalizando 26 anos de trabalho.
No entanto, se as regras forem aprovadas dessa forma, todos os brasileiros deverão atingir uma idade mínima para se aposentar.
No regime de transição, a idade mínima começará com 53 anos para mulheres e 55 anos para homens e aumentará progressivamente até atingir os 62 anos para as brasileiras e 65 anos para os brasileiros na década de 2030.
O que dizem os economistas: O professor de Economia da Fundação Getulio Vargas Nelson Marconi diz que incluir todos nas regras de transição suaviza os impactos da reforma. Na primeira versão da emenda, uma mulher de 44 anos e meio não entraria no grupo por questão de meses. Pelo parecer lido hoje, todos poderiam entrar aos poucos no novo sistema.
Entretanto, pondera o professor Jorge Felix, o regime de transição não é tão confortável quanto parece. Segundo ele, é apenas melhor do que o sugerido inicialmente, que seria “muito ruim”.
“Quando você coloca um bode na sala e depois tira, tudo parece muito melhor, mas é apenas um paliativo. O custo para o brasileiro, que vai precisar trabalhar muito mais, continua o mesmo.”
Aposentadoria rural e pensões
Como era: A proposta de emenda constitucional (PEC) da Reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso igualava a idade mínima e o tempo de contribuição do trabalhador rural ao do trabalhador urbano: 65 anos de idade para homens e mulheres e 25 de contribuição.
Em relação às pensões, o primeiro texto permitia que o benefício fosse inferior a um salário mínimo. O documento estabelecia uma cota de 50% da média das remunerações do falecido para a família, mais um acréscimo de 10% por dependente.
Também não seria possível acumular pensão e aposentadoria.
Como ficou: No parecer apresentado nesta terça pelo deputado Arthur Maia, os dois critérios foram diminuídos para trabalhadores rurais: 60 anos de idade para homens e 57 para mulheres, com 15 anos de contribuição.
A proposta, no entanto, não determina qual será a alíquota de contribuição do trabalhador rural, mas que será semelhante ou inferior ao do MEI (microempreendedor individual) – que recolhe 5% do salário mínimo.
No caso das pensões, o relator as manteve vinculadas ao salário mínimo. Além disso, torna-se possível acumular pensões e aposentadorias, desde que o valor não passe o de dois salários mínimos.
O que dizem os economistas: Os especialistas ouvidos se dividem sobre essas medidas. Para parte deles, ao mudar as regras para os empregados rurais, o governo reconhece que eles têm condições de trabalho diferentes das dos urbanos.
Por exercer funções braçais, eles costumam parar de trabalhar mais cedo e muitos não estão no mercado formal. Reconhecer essa realidade distinta seria, por si só, um ponto positivo.
Apesar da melhora, o professor da FGV Nelson Marconi considera que quem trabalha no campo ainda corre o risco de não se aposentar.
“Diminuir a contribuição para 20 anos não vai resolver o problema. Muitos vão continuar sem atingir o benefício”, diz.
“Eles estão diminuindo o acesso ao programa de assistência que existe dentro da Previdência, o que pode ter um impacto sobre a pobreza.”
A principal crítica de Marconi é a fragilidade frente a qual ficam trabalhadores rurais e informais, enquanto servidores públicos não sofreram mudanças tão extremas, mantendo o pagamento da aposentadoria igual aos últimos salários em alguns casos.
“Ela é melhor do que a original, mas ainda continua padecendo de dois problemas: não estão atacando como deviam a aposentadoria dos servidores, inclusive dos militares, e não conseguiriam resolver o impasse dos que não vão conseguir se aposentar pelo regime.”
O que preocupa o professor Savoia, da USP, é o limite de dois salários mínimos para quem acumula pensão e aposentadoria. Ela acredita que o teto deveria ser maior, porque muitas famílias dependem desses benefícios para viver e o valor estabelecido não seria suficiente.
“Vamos combinar que alguém que recebe quatro salários mínimos ter que escolher entre um dos benefícios pode levar a um aumento da pobreza.”
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